quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Laços

Vinicius disse um dia..." preso eu estou por teus laços de amor". É verdade. Um dia, um certo dia entre Portugal e o Brasil, entre o mar e a floresta, entre as dores que muitas vezes nos atormentavam e as canções que muitas vezes nos embalavam, jurámos que este acto seria o sublíme momento de um percurso traçado no amor...no companheirismo...na lealdade. Foi portanto um passo dado para o futuro mas, bem amadurecido no passado. Mais uma vez, a exemplo de muitas mais atitudes, imperou na nossa decisão o bom senso alicerçado no amor conquistado em muitas noites de atracção comum. Nos muitos dias em que vivemos no universo mágico em que vimos nascer emoções desordenadas e sentimos a intensa fome de vida e de ternura, trocando caricías e risos d'amor. Estamos presos pelos tais laços de amor. Soubemos na nossa vida comum atar e desatar vários laços...unir várias pontas da corda que sempre puxou nossas vidas, sabendo que o caminho que escolhemos iria ao longo do seu percurso ter sobressaltos para os quais era necessário estarmos atentos e vigilantes, não permitindo que algo ou alguém se intromete-se. Soubemos distinguir sempre aquilo que nos unia daquilo que por meios menos ortodoxos nos queriam impor. Estou certo que o caminho que escolhemos terá ainda muitos laços para apertar. Mas tambem estou certo que o laço que com as mãos unidas apertámos no dia 3 jamais alguem conseguirá desapertar. Lágrimas e sorrisos irão combinar-se e diluirem-se na forma amorosa de estarmos na vida e no mundo. Num mundo e numa vida só nossa.