
Já não me recordo como tudo aconteceu, ou até mesmo quando começou. Hà um, dois, talvez três anos. Sei que nesse tempo lia poesia nas madrugadas, houvia os passáros cantar pelas manhãs e sentia as canções do vento quando a brisa me batia no rosto ao entardecer, naqueles momentos imensos do vazio dos solitários. Gostava das ruas desertas , de me rever nas poças de água e de percorrer os caminhos molhados e sentir o cheiro do capim depois das chuvadas... sózinho. Um dia descobri que precisava de um amigo para não viver debruçado no passado em busca das memórias perdidas. Um amigo daqueles que fazem o coração sorrir. Quando menos esperava do chão árido deste mundo, nasceria uma flor que mais tarde me ofereceria o seu rarissimo perfume. O da amizade. Este substantivo fecundo que acabaria por percorrer esta fronteira imensa que existe entre o respeito e a solidariedade, viria a permitir hoje, que dividamos momentos de cumplicidade, alegrias e tristezas. O Valério é um amigo, um irmão.Me fez perceber que os momentos perfeitos existem e que afinal a felicidade está nas coisas simples. A vida é, foi e sempre será feita de escolhas. Escolha da cor de uma camisa, escolha da mulher que nos acompanha pela vida, a escolha do caminho a seguir nessa vida e, a escolha de um amigo. Escolhi com a razoavel percepção de que, este amigo cuja presença me trás alegria, que me abre o coração com um sorriso, que cre na amizade e a vive com audaz conquista de liberdade, que não se preocupa em dar ou em receber mas que sente sempre a necessidade de compartilhar, é um amigo para uma vida.. Esta amizade sincera que divide comigo segredos e que silencia. É um amigo bem humorado, intransigente, exigente mas determinado. Queria dar-lhe este abraço em silêncio e dizer-lhe da minha determinação em manter indefinidamente no espaço da minha vida a tua amizade. Obrigado irmão.
