domingo, 2 de outubro de 2011

Como sobreviver à hecatombe


Atravessamos uma época cuja atenção da população se centra nos atentados ao patrimônio, à vida humana, nas burlas que constantemente surgem nos mídia e que dizem respeito a gente de colarinho branco, nos assaltos com que diariamente somos confrontados, nas fugas ao fisco e todo o tipo de corrupção que encapotadamente ou sem pudor á luz do dia nos fazem pensar que vivemos numa república das bananas. Acostumamo-nos tanto a este tipo de coisas que não estranhamos as condenações ligeiras que muitos destes crimes são punidos. Os crimes contra as pessoas, sejam elas crianças, mulheres ou idosos passam-nos ao lado. Alguém já se colocou no lugar de uma mulher ou de uma criança vitima de um ato criminoso de violação, e ter a noção exata da violência física e mental porque estas pessoas passam?. Verificamos que estes crimes que afetam normalmente pessoas indefesas e que deveriam por isso estar mais protegidas, são pela justiça levemente punidos e menos agravados que muitos outros. A leia é o que é. E todos nós nos abstemos ou fingimos não entender a brutalidade destes atos ,esquecendo-nos até, do calvário vivido por estas pessoas muitas vezes ou quase sempre, sofrendo em silêncio, não só pela vergonha, mas também pela tortura de não reviverem o seu pesadelo. Há dias um taxista foi assassinado com uma mutilação horripilante. São estes crimes que toleram o nosso dia a dia face ás violações, que só são dolorosas para quem as sofre. Normalmente as bestas que violam passam ao lado das condenações. Considerados inimputáveis tomam uns comprimidos e voltam á vida que estavam habituados mais tarde ou mais cedo. Os políticos que têm a responsabilidade de legislar sobre a matéria normalmente atiram que este problema atravessa fronteiras, e diferenças sociais e culturais. Choca-me esta situação. Sensibilidade burra a minha obviamente. Como sobreviver à hecatombe social, vai ser a luta a desenvolver nestes tempos de brandos costumes.

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