terça-feira, 23 de dezembro de 2014
É Natal
Tive saudades de escrever. E hoje na solidão das palavras e, na estranha claridade que advém da luminosidade da época, resolvi conversar tentando com estas palavras reunir pedaços de uma vida e com elas alimentar o ato de amor em que se transformou a nossa vivência em comum ao longo destes oito anos. Tal como hoje, lembro-me que o natal estava perto. Recordo-me da noite da chegada. Do teu rosto ruborizado e do treme treme das minhas mãos. Relembro o enlaçar dos nossos olhos na fita colorida do sorriso e das nossas mãos unidas. Éramos como dois adolescentes que no vendaval das nossas paixões, num rubor de ternura e com a alma em chamas procuravam no comprimir dos seus corpos não apenas o desejo do nosso enlace mas sobretudo a urgência do despertar de um sonho. Foram momentos de magia E nesse instante mágico, soubemos que no pousar dos teus lábios nos meus a clara madrugada dos nossos sonhos nascera logo ali. Tive saudades de escrever...de conversar...no fundo tive saudades de sussurrar ao coração outros momentos. O Natal é sublime para isso e, a luz do sol, o calor da noite, o chilrear dos pássaros ou a brisa que vem do rio despertaram na minha alma o desejo enorme de te abraçar. Nada mudará. Ontem como hoje as minhas mãos continuam a tremer, porque na imensidão linda deste local de magia jamais esquecerei as juras de amor, a troca de beijos o sentir dos teus carinhos, numa Belém em flor. É Natal, tempo de amor e reafirmação.
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