Voltar a escrever e aqui é complicado. Mas sempre se arranja tempo para ler e escrever. Longe da Pátria são os jornais on-line que nos preenchem o tempo e a saudade. Escrever é da mesma forma a informática que nos leva aos nossos que de longe matam saudades de nós. Portanto hoje depois de voltar a casa com os meus cunhados que gentilmente me deram a oportunidade de conhecer Porto Velho capital da Rondónia no Brasil, sentei-me abri o pc e fui dar uma volta pelos jornais. Neste fim de semana de temperatura amena dei comigo a divagar e por, condescendência do calendário abro o postigo de atenção sobre o meu Portugal-português e as noticias que catapultam as alegrias e as tristezas dos meus conterrâneos. O ar parece tenso. Continua a novela do Freeport, a policia militar procura pistola desaparecida dna GNR de Chaves e, os Procuradores da Républica pare estarem de costas voltadas para o chefe. Aqui no Brasil as eleições dominam os midia. Tal como em Portugal vêm ai as promessas , os comicios e as falinhas mansas que sempre caiem em lugares comuns. As recentes investigações aos crimes terminaram com a indiciação do goleiro do Flamento e de um tal advogado. O mundial de futebol acabou e com ele as cantilenas repetidas sem alma e os prognósticos mais ou menos fantasiosos cairam por terra. Tambem os santos populares deixaram um cheiro a vazio nas noites lisboetas. Em Aveiro o Porto ganhou a super taça de futebol para tristeza dos benfiquistas, mas mesmo ali ao lado ninguem deu conta da violencia doméstica de um casal de imigrantes romenos. Tento encontrar o não dito, a raiz deste mal, deste desconforto que anda á solta e, a sensação que tenho é que nós estamos afogando o medo e as mágoas. Passam pelos nossos olhos as imagens do dia a dia mas sobra uma sensação de agua podre de um não dito que incomoda. Portugal perdeu...o Brasil perdeu...limparam-se as maquilhagens e o eterno palhaço do circo da vida retirou-se para o camarim chorando a glória perdida. Que interessa o resto. Há como é bom sentir a intensidade das pequenas coisas do dia a dia..provar um chopinho na Cervejaria da Gastronomia em Porto Velho, abrir a janela e olhar a chuva e, sentir o cheiro da terra húmida, ou abrir e olhar céu azul e o sol deste Brasil imenso e, apreciar os primeiros raios de um novo dia. Futebol???. Caraca como é bom começar realmente a apreciar a vida.domingo, 8 de agosto de 2010
Voltar a escrever é complicado
Voltar a escrever e aqui é complicado. Mas sempre se arranja tempo para ler e escrever. Longe da Pátria são os jornais on-line que nos preenchem o tempo e a saudade. Escrever é da mesma forma a informática que nos leva aos nossos que de longe matam saudades de nós. Portanto hoje depois de voltar a casa com os meus cunhados que gentilmente me deram a oportunidade de conhecer Porto Velho capital da Rondónia no Brasil, sentei-me abri o pc e fui dar uma volta pelos jornais. Neste fim de semana de temperatura amena dei comigo a divagar e por, condescendência do calendário abro o postigo de atenção sobre o meu Portugal-português e as noticias que catapultam as alegrias e as tristezas dos meus conterrâneos. O ar parece tenso. Continua a novela do Freeport, a policia militar procura pistola desaparecida dna GNR de Chaves e, os Procuradores da Républica pare estarem de costas voltadas para o chefe. Aqui no Brasil as eleições dominam os midia. Tal como em Portugal vêm ai as promessas , os comicios e as falinhas mansas que sempre caiem em lugares comuns. As recentes investigações aos crimes terminaram com a indiciação do goleiro do Flamento e de um tal advogado. O mundial de futebol acabou e com ele as cantilenas repetidas sem alma e os prognósticos mais ou menos fantasiosos cairam por terra. Tambem os santos populares deixaram um cheiro a vazio nas noites lisboetas. Em Aveiro o Porto ganhou a super taça de futebol para tristeza dos benfiquistas, mas mesmo ali ao lado ninguem deu conta da violencia doméstica de um casal de imigrantes romenos. Tento encontrar o não dito, a raiz deste mal, deste desconforto que anda á solta e, a sensação que tenho é que nós estamos afogando o medo e as mágoas. Passam pelos nossos olhos as imagens do dia a dia mas sobra uma sensação de agua podre de um não dito que incomoda. Portugal perdeu...o Brasil perdeu...limparam-se as maquilhagens e o eterno palhaço do circo da vida retirou-se para o camarim chorando a glória perdida. Que interessa o resto. Há como é bom sentir a intensidade das pequenas coisas do dia a dia..provar um chopinho na Cervejaria da Gastronomia em Porto Velho, abrir a janela e olhar a chuva e, sentir o cheiro da terra húmida, ou abrir e olhar céu azul e o sol deste Brasil imenso e, apreciar os primeiros raios de um novo dia. Futebol???. Caraca como é bom começar realmente a apreciar a vida.
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