sexta-feira, 18 de março de 2011

A vida ...de um sonho


Corria uma ligeira brisa na muralha. No meu universo imaginário áquela hora de fim de tarde, proliferavam mil e um pensamentos, mil e uma conjectura sobre o rumo a seguir. Olhava o infinito e dava asas ao sonho. Para lá do mar, lá longe onde o céu se confunde com o horizonte, acreditava existir o alimento que me satisfaria a vida, o lume que me aqueceria o corpo e a magia que me fortificaria a alma. A minha vida naquele momento passava pelo sonho. Senti as tuas caricias e decidi caminhar ao teu encontro. Atravessei mares, percorri rios, subi montanhas. Deixei-me levar pelo imaginário num rio enorme de imagens tuas. Pelo nosso rio. E a brisa que me acarinhava na muralha, sinto-a agora na amurada do navio. Escuto a tua voz doce de menina, meiga...rouca, e sinto o calor do teu corpo no meu peito. Ao longeas pontas das árvores na floresta parecem acariciar o céu com ternura. De mãos dadas, naquele fim de tarde, assitimos ao sol tocar lá ao longe as águas do rio. Fez-se noite. No rio apenas o sussurrar da floresta nos acompanha naquele beijo longo e silêncioso. E a noite foi nossa companheira unindo os nossos corpos numa viagem sem fim. Já o sol nascera na madrugada quando o suor deixou de encontrar caminho pelos nossos corpos e o rio sorria. Ouvia ao longe de novo o sussurro da floresta e bem perto o bater de um coração...o teu.

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