sábado, 22 de janeiro de 2011

Uma noite de chuva...no quarto...sem sono

Hoje senti-me só nesta noite chuvosa . Santarém adormeceu hà muito e toda a gente dorme aqui em casa. Escrever é a solução encontrada para evitar contar carneiros para adormecer. Mas escrever o quê?. Decidi escrever sobre as minhas noites. Normalmente é nas noites chuvosas que apetece fazer amor, ler cartas românticas de outras primaveras, relembrar as noites invernosas do Alentejo com as castanhas assadas e o café da avó Maria, ou relembrar mentalmente a agenda das actividades do dia. Gosto dos fins de semana , habituei-me a não fazer nada pelo que é dia de levantar tarde, falar á sogra , reparar no sorriso enigmático do tio Valdo e dizer á Neia para se acalmar pois o filho Giovanni dormiu em casa. O almoço levou-me até muitos anos atrás quando a tia Anica (minha avó materna) fazia aquela dobradinha com feijão branco,a cozinheira de serviço hoje foi a Néia, hummmm estava deliciosa. Não é muito hábito mas repeti a dose. Relembrei as conversas com o Raimundo sobre as minhas pescarias á carpa e ao achegã. Como era bom passar as tardes na barragem do Pego do Altar. Continua a chover lá fora e esse facto lembrou-me da necessidade de avisar a Néia de que o nosso guarda-chuva parece um passe-vite e que é necessário comprar um. O fim da tarde foi partilhado com o Valério e a Catiucia e toda a familia em volta de umas pizas que lembraram Monte Alegre. Hà que saudades sinto da cidade, das noites romanticas e da alta voz dos rádios dos carros por baixo da janela do meu quarto. Tempos. O que a noite nos faz lembrar. O nosso quarto á noite é um daqueles locais a que nos habituamos e que se torna local de encantamento em que os sentidos proibidos não existem. Passou já uma hora e sono nada. Lembrei agora da visita ( para compras) que fiz ao mercadão aqui perto de casa e imaginem que me lembrei da ASAE e da razia que fazia se por ventura o mercadão fosse perto da minha antiga rua no Alentejo. Para finalizar, até porque o Zé-Pestana parece que vai atacar devo dizer que admiro o desconcerto humano dos fins de semana que possibilitam que sonhemos. Hahahahahaha lembrei agora a reportagem de um canal de tv sobre uma falsa loira e do grande trabalho de cirurgia efectudo na área do bumbum e por causa da bunda da loira lembrei o tal vestido que eu e a Néia apreciámos na montra da modista no centro de Santarém...ia assentar-lhe que nem uma luva

Nenhum comentário:

Postar um comentário