
Um coração como o meu, tímido e rebelde, carinhoso e aventureiro mas ao mesmo tempo rebelde e selvagem, viveu paixões, teve desenganos e encantamentos, e tantas vezes planou como uma borboleta por cima de um campo de girassóis. Foi muitas vezes um coração simples, carente de afectos que fez dos poemas a seiva com que se alimentava. Foi tantas vezes resistente e duro como o aço, e outras débil, de papel, frágil. Foi um coração que sempre se entregou ao longo da vida a outros corações partindo e repartindo sonhos e ilusões. Tantas vezes coração apaixonado que dava e aceitava amor com sofreguidão desmedida ou retraido e medroso. Foi muitas vezes um coração sem nome outras um jornal de parede aberto até á saciedade. Um coração que gravitou tantas vezes incógnito em volta de si próprio na vã esperança de alguem o acarinhar. Foi coração de pai, de mãe, de irmão a quem tantas vezes aqueceu as noites e refrescou os dias. Sentiu a tristeza para lá da solidão, e algumas vezes o afecto no meio da multidão. Tantas vezes coração pensante nas noites vazias de uma qualquer rua a fugir do encontro com a sua própria vida. Coração feito nas saudades de uma qualquer guitarra tocada numa qualquer viela de uma qualquer cidade, lembrando-se de amores apertados nos braços sempre fugidios. Coração cujas cicatrizes se esbatem nos anos de vidas agitadas ou se acalmam no calor de um simples beijo. Coração que arde no peito ou no orgulho e, que tantas vezes foi feito de mel escorrendo entre os dedos de alguém. Namorou ao luar, bebeu coca-cola, riu e chorou e um dia pensou calar-se. Não era ainda o dia. Era necessário viver uma paixão até ao fim. E ao meu coração tímido e rebelde, carinhoso e aventureiro, rebelde e selvagem, ordenaram-lhe de novo que fosse dono da sua própria vida.
Obrigada por comentares o meu sonho.
ResponderExcluirA vida é feita de sonhos lindos ouros nem por isso, mas eu sonho acordada e vivo nesses sonhos o que não vivi.
Beijos e toda a felicidade para ti.