O meu presente é o silêncio, tempo suspenso. Hora de meditar.
Mesmo sem querer fui levado pela orla. O tempo faz escorrer as palavras.
O rio convida e a Nilce faz-lhe a vontade.Convite feito é tempo de pensar no tempo
e o "Meneguetti" faz-se ao rio. Vamos rumar ao sonho, à aventura de navegar.
Santarém vista do rio é uma pintura alegórica povoada por uma multidão multifacetada.
A lancha continua rio abaixo como um ser deambulando pela cidade das águas mil.
A sua silhueta misturada com os pingos da chuva e abençoada pelo sol reflecte-se nas
águas criando um jogo de espelhos. Os botos saúdam-nos mais á frente e a graciosidade
dos seus movimentos desenham a cidade que nasceu mesmo ali acariciando as águas.
O japonês prepara o churrasco, enquanto nós, surpensos no tempo, esquecemos as faces da multidão que percorre o quotidiano das ruas.Vejo e revejo os contornos da mata.
O rio sem fim é uma narrativa visual. As nuvens cinzas por cima, num céu que nos abraça,emprestam novas tonalidas confundindo-nos numa sucessão indeterminável de
planos e linhas. É o rio Tapajós em toda a sua magnitude. Chegou a hora deixar a solidão e mergulhar no churrasco. O japonês á muito que bateu na panela. O pessoal frenético junta-se á volta do assador. Indiferente á confluência dos rios Tapajós e Amazonas o "Menenguetti" lá vai falando com as águas e com os botos no regresso.Já a noite ia longa quando o último peixe caiu no balde. O "Menenguetti" atracou. O Jaime vai ter pena de se lembrar logo hoje de se armar é em mecânico.
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Adorei
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