Chegar na orla e ouvir os pássaros na sua cantoria matinal, sentir o sol a percorrer
cada recanto da nossa pele e,na simplicidade das suas gentes sentirmo-nos espiritualmente reconfortados é como se subitamente nós ousa-se-mos abrir os braços e nos apetece-se voar. Voar ao encontro da tranquilidade e dormir na areia branca e fina, acordando nas estrelas. Embevecido caminhei devagar em direcção á praia e pisei a areia. Só parei na rebentação das ondas do rio quando senti o frio da água molhar-me os pés. Sentei-me. As ondas morriam aos meus pés. Que bom sentir o cheiro do teu perfume e o deslizar dos dedos pela areia dos teus cabelos. O sol nascia lentamente no horizonte. Toquei numa alga abandonada mesmo ao meu lado, era escura castanha e me fez lembrar a cor dos cabelos da princesa das águas. Juntei um pequeno monte de areia, coloquei os limos fiz-lhe dois olhos e, a princesa sorriu-me. Ainda bem que Alter do Chão existe para poder ver a princesa sorrir. Quantos poemas de amor já foram escritos nas tuas águas e quanta magia se ouve no silêncio das tuas matas. É mesmo ali junto ás aguas do lago que quando a noite cai e a lua se esconde com vergonha, quando as estrelas do céu brilham mais e a mata se verga de inveja, que se fazem juras de amor eterno.
Prometo sempre em cada despedida voltar a disfrutar contigo Alter do Chão, novos doces momentos. Voltar a abraçar-te em silêncio, sentar-me nas tuas margens encantadas até que o sol dê lugar ao brilho da lua. E, será em todas essas luas repetidas, em cada noite de regresso, que a minha lua morena e nua voltará para os meus braços. Serenamente vou esperar no meu silêncio, por voltar a encontrar-te Alter do Chão.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário