Resolvi hoje escrever de novo.Com um suspiro entrei em casa, olhei a rua e, sentei-me.
Olho a minha rua e dou comigo a divagar e, por condescendência lá vem o meu Portugal á ideia.
Abro o pc e as habituais páginas dos jornais catapultam-me para lá do oceano na Europa onde a terra acaba e o mar começa. O Benfica ganhou ao Sporting. Lisboa esta noite deve ter cheirado a
sardinha assada. O PSD tem novo presidente a posse vai ser o habitual. Cor, solenidade, discursos e promessas...muitas promessas. Vem aí o mundial aqui como lá é saber se o Dunga convoca o Ronaldinho Gaucho. As habituais cantilenas repetidas sem alma, as falinhas mansas repetidas neste comboio descendente de lugares-comuns. Em Lisboa ninguem explica ao povo como a vida está cada vez mais complicada e no Rio de Janeiro só no monte do Bumba escorrem lágrimas por aqueles que um dia por necessidade deixaram o suor..o trabalho...as lágrimas e a vida debaixo
da terra que deveria ser tapete verde da esperança. Ninguem sabe explicar o medo difuso dos meus patricios brasileiros com a onda de violência que avassala nesta ou naquela rua nesta ou naquela cidade. Quem se chateia com mais uma morte em Lisboa com overdose de cocaina ou ainda...ou ainda...ou ainda. Vem ai o Mundial de futebol. O Brasil vai ganhar...Portugal vai ganhar
que interessa o resto. hà como é bom sentir a intensidade das pequenas coisas da vida, abrir a janela olhar a rua Marajoara e ver chover, sentir o cheiro da terra humida, ou olhar o céu do Pará. Ai como é bom sentir o aroma do café. Futebol?...caraca como é bom hoje começar a apreciar a vida.
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