O intemporal dissipa-se nesta chuva de inverno. Os pingos esbatem-se no meu rosto como lágrimas de saudade. Lágrimas que parecem ressuscitar um impulso adormecido, desconhecendo a sua cor em expressões de saudade. A cada momento, protejo e escondo a minha escrita dentro da memória de cada letra, para que possa entre cada passo, ouvir o ruído da saudade do meu tempo. Sem pressas, percorro a orla debaixo de um sol que timidamente insiste em romper as brumas. Olho em volta. Sinto falta da minha ausência e de sentir a falta de não sentir, desfrutando o presente ás escondidas do tempo nesta imensidão de sentimentos. A minha alma vagueia sedenta, cavalgando na noite, por sobre as águas do rio, na busca de uma réstia de memória adormecida. Quiçá os meus anseios, os meus medos, as minhas risadas ou quem sabe um pouco daquele amor de um outro dia. Sinto uma derrota interior pela minha inabilidade e pelo fracasso da minha memória. Chego á conclusão de que muitas vezes as minhas palavras desaparecem nas linhas do infinito, para depois voltarem a ser reencontras numa qualquer madrugada. Como é difícil responder a todas as inquietações do meu cotidiano. Fito as águas do rio como se o seu leito ajudasse a direcionar perguntas e respostas, como se eu pudesse reivindicar ao rio a paternidade dos meus sonhos.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Memórias
O intemporal dissipa-se nesta chuva de inverno. Os pingos esbatem-se no meu rosto como lágrimas de saudade. Lágrimas que parecem ressuscitar um impulso adormecido, desconhecendo a sua cor em expressões de saudade. A cada momento, protejo e escondo a minha escrita dentro da memória de cada letra, para que possa entre cada passo, ouvir o ruído da saudade do meu tempo. Sem pressas, percorro a orla debaixo de um sol que timidamente insiste em romper as brumas. Olho em volta. Sinto falta da minha ausência e de sentir a falta de não sentir, desfrutando o presente ás escondidas do tempo nesta imensidão de sentimentos. A minha alma vagueia sedenta, cavalgando na noite, por sobre as águas do rio, na busca de uma réstia de memória adormecida. Quiçá os meus anseios, os meus medos, as minhas risadas ou quem sabe um pouco daquele amor de um outro dia. Sinto uma derrota interior pela minha inabilidade e pelo fracasso da minha memória. Chego á conclusão de que muitas vezes as minhas palavras desaparecem nas linhas do infinito, para depois voltarem a ser reencontras numa qualquer madrugada. Como é difícil responder a todas as inquietações do meu cotidiano. Fito as águas do rio como se o seu leito ajudasse a direcionar perguntas e respostas, como se eu pudesse reivindicar ao rio a paternidade dos meus sonhos.
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