quinta-feira, 2 de maio de 2013

O Cheiro a terra e água

Silencioso vou vagueando na areia da praia cheio de vazios sujos marcados no corpo, consolado no meu mundo de sonhos. Olho este rio cheio de mistérios e encantos. De um lado a floresta verde e tentadora , do outro, as margens nuas de solidão. Vejo o despertar do encontro noturno feito de fantasias e a espuma das ondas dissolvendo-se no espaço descampado do areal cor de ouro. Olho esta imensidão de água azul lambida por um nascer do sol de filmes de amor e de desejo absoluto de liberdade. Fico de pé, hirto, fixo e irremovível ,encarando o horizonte á minha frente, recebendo a força do sol que rasga os detalhes da floresta . Floresta que se cala ao admirar como eu, esta força da natureza que é o Tapajós. O cheiro a terra e água, circula com raiva pelo ar a declarar vitoria sobre os meus sentidos. Quero conhecer todos os segredos do teu percurso. Acrescentar segredos à minha solidão. Meus ouvidos se tornaram no aconchego dos sons sublimes que a brisa provoca na água, esperando a próxima música, com a intensidade de um começo de dia. Vou voar para casa. Apagar todas as minhas luzes e, ensinar à minha tristeza que sorrir é o melhor sentimento para quem, depois de um nascer do dia assim, precisa de dormir.

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