domingo, 28 de julho de 2013
Uma carta ao fim do dia
Sentado no “Trapiche” troco inconfidências com o rio, mascarando o tempo que passa por mim. Reclamo meus dissabores misturando ora sorrisos ora lágrimas com as águas. Chove no rio que está cinza e, enquanto arrumo o mapa do meu coração reparo numa folha verde que como a minha esperança navega rio abaixo. O tempo se esfuma nesta varanda onde se espreita a vida como se a vida desaparecesse ao cair do sol de cada dia. Fixo o horizonte La longe onde o céu beija o rio e chego á conclusão que não se vive uma história de amor sem se fazer esse caminho com coragem. Cada história de amor tem um pouco de ironia, de tristeza e alegria, de sonho e de frustração. Desta varanda sobre o rio o meu tempo parece querer o aparecimento de qualquer coisa mágica, qualquer coisa que me faça prolongar o sonho. É agradável estar aqui. Sentir a brisa e o odor do rio e a quietude outonal que rasga o dia. Quero uma chance, uma sorte uma nova saída, quero ter a capacidade de descrever em poema a beleza deste instante. É fim de tarde. Daqui a pouco o sol, hoje sem fulgor, fará a sua despedida e os seus raios coloridos irão morrer atrás do horizonte. A brisa, soprando, irá esbater as minhas ilusões na areia da praia e a tarde chorar o teu silêncio, para poder ouvir o bater do teu coração.
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