
Manuel Justino Ferreira, nasceu em Portugal no Alentejo , na minha cidade, Montemor-o-Novo em 1928, homem de mil actividades dedicou muito da sua vida á cultura, nomedamente como poeta , músico, radealiste e actor de teatro. Participei com ele em algumas destas actividades onde criámos forte amizade. Faleceu em Outubro de 2002. Só depois da sua morte um grupo de amigos viria a publicar um livro com os seus poemas . É desse livro, “ Poeta que parte...Poemas que ficam “, e em sua homenagem, que extraí o poema que deixo no meu blog. Oportunamente darei a conhecer outros poemas do mesmo autor.
Tem nos olhos um sol posto
A despedir-se da vida!
Cada ruga do seu rosto
Foi uma esperança perdida!
Ficou deserta a aldeia,
Até o ribeiro secou!
Mar d'angustia em maré cheia,
Onde o futuro naufragou!
Do velho monte sem porta,
A solidão é vizinha...
E nos canteiros da horta,
Só cresce a erva daninha!
Alentejo...imensidade,
Respirando quase a medo!
Alentejo...liberdade
Para viver no degredo!
Minha açorda de poejo,
Meu bolo de requeijão!
Meu velho, meu Alentejo,
Meu poema...meu irmão!
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