segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

De Santarém a Santarém...atravessando o mar das palavras



Santarém ...rio Tejo...Santarém... rio Amazonas...no meio a uni-las o Atlântico. Duas cidades. Cada uma delas é um mundo. Vale a pena mergulhar na sua especificidade e descobrir o que ambas têm de comum e, o que as destingue nas suas múltiplas disciplinaridades. Dois rios que o mar une, duas cidades irmãs a que o tempo ajudou a criar raizes. Das Portas do Sol, no alto do planalto ribatejano avista-se o Rio Tejo, os imensos milharais e os vinhedos que a lezíria com o esforço de tantos tão generosamente produz. Da confluência dos rios Tapajós e Amazonas o beijo na orla da Santarém paraense. Esta vasta planicie amazónica, de multipla riqueza agricola e piscícola. Visitar o centro da Santarém paraense é rever nos seus forjados das janelas, dos azulejos das fachadas e da estéctica da sua arquitectura um pouco da Santarém ribatejana. Rio Amazonas e rio Tejo, duas vias fluviais de extrema importância para as duas cidades tanto na sua fundação como ainda hoje dois importantes polos no seu desenvolvimento. Duas culturas semelhantes que a lingua portuguesa ajuda a unir. Da literatura de uma ás lendas e narrativas de outra. Do puladinho ribatejano ao carimbó paraense o folclore marca o compasso. A Lenda da Pastorinha no Tejo dá as mãos á lenda do boto rosa no Amazonas, e as canções que andam de boca em boca une-as a composição das mesmas palavras. Às praias, cachoeiras, lagos, passeios pelas matas e tradições folclóricas de uma, contrapôe-se as touradas a criação de cavalos e toiros de outra. Ambas com polos universitários importantes na formação da juventude. Ambas as cidades apenas precisam da boa vontade dos seus responsáveis para que o intercâmbio cultural e económico seja uma realidade mais visivel.

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