sábado, 12 de fevereiro de 2011

Toy...o leão de casa


Não sou de poucas palavras. Gosto de um bom papo e de encarar o mundo com ironia. De tristezas bem basta o bombardeamento das tropelias que alguns meliantes por aí fazem todos os dias por esse Brasil fora. Gosto de expressar aquilo que me vai na alma para que quem me conhece não tenha necessidade de ler nas palavras mas tão sómente me entenda nas entrelinhas. A Néia diz que este novo companheiro que caiu de paraquedas cá em casa com um corpanzil de leão, sabe disfarçar a dor o medo e a solidão, é meigo, não a manda lavar a roupa, e acima de tudo é o melhor fiel amigo e se ela o diz lá terá as suas razões. Pois este enorme leão sabe o usar o seu charme canino para ir espalhando a sua mijinha por aqui e ali, provocando ondas de tontura no tio Valde, não precisa que eu lhe fale. Eu e ele, nunca precisámos de falar, a nossa linguagem mimica é suficiente para o manter a razoavel distancia e lhe provoc ar arrepios de frio traduzidos pelo seu vozeirão de arrepiar os cabelos do peito. O Toy como carinhosamente foi batizado dorme acachapado em qualquer lugar mesmo que esse lugar seja reservado a guardar camisas, levando ao desespero os seus tutores quando pela manhã toca a sineta para levantar o batalhão e ele não aparece. A minha saida do quarto pela manhã provoca-lhe estranhas movimentações, espia-me pelo canto do olho sem saber muito bem se me ha-de morder o calcanhar ou mijar em cima do xinelo. Determinado, enérgico e cumpridor atento do que lhe diz a “mãe” o Toy é o mais obediente dos cachorros da minha rua. Ordem dada pela Néia é imediatamente cumprida. Chego a pensar que o Toy além de ler nas entrelinhas o que penso da sua estadia em casa, fala com a dona, tal é a prontidão com que assume as ordens dadas. Hoje pela surdina da noite fugindo ao controlo do Gio, fez uma incursão pela cozinha, calculo que como cachorro igiénicamente educado procurava o quintal para limpar a tripa. A mancha branca do focinho ficou preta quando para seu espanto deu com a porta fechada. E zás aliviou mesmo no meio do salão. Horas extras para a Néia que á sucapa e á meia-luz deu consumo ao detergente. Daqui a pouco tou a ver a “mamã” começar a querer ensinar o Toy a sentar, dar a pata, deitar, fingir que tá morto, etc. Eu acho que ele não vai pestar atenção nenhuma a este tipo de coisas e vou pagar para ver. Que pensará o leão cá de casa de mim?. Huumm... vou estar atento.

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