terça-feira, 13 de maio de 2014
Batem as Horas na Noite
É noite. Ouço as horas baterem no relógio da igreja. Na cama, o meu corpo está coberto de silêncios e das minhas mãos brotam palavras. Escrevo um sonho. Um nome de mulher, o teu. No meu sonho imagino o futuro ao longo do teu corpo passando os dedos na tua pele e os lábios no teu peito. Esta noite, fui aos poucos descobrindo que nós nos encontramos nos sonhos. Nos meus pelo menos. Senti vibrações positivas que a sexualidade revela ao longo destes encontros notívagos, só é triste que apenas fiquem por aí. Estranho. Não consigo pensar no presente.Tudo parece esperar por uma nova primavera, por um novo tempo. Já faz tempo que me perdi do passado. Hoje, quero continuar a caminhar ao encontro do futuro, antes que se faça tarde. Tu és uma paixão que me rouba sorrisos, a todo o momento estás a meu lado, mas não sinto o teu cheiro. Não tenho as minhas mãos nas tuas e os meus lábios nos teus. Quero acreditar que o segredo está nas palavras mas...as tuas têm sido tão poucas. Aqui, no silêncio do meu quarto, enquanto o vento embala as horas abro a boca em direção ao sonho e beijo-te, agarrando-me a ti para não perder o toque da tua pele. Tudo sem respirar. Acredita, se me deres a tua mão neste silêncio que me perturba, dar-te-ei uma ilha de sonhos para compreenderes este mistério que é o meu coração. Amor, consente que o meu coração escute o teu. Quero ficar contigo nesta eternidade feita de sonhos e presentear-te com as palavras que dançam no silêncio do meu quarto. Já é tarde. Vou dar um mergulho na noite e procurar de novo o teu nome no meu sonho.
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