quinta-feira, 15 de maio de 2014
Tudo ou Quase Nada
O presente escorre-me pelas mãos como a água deste rio que tanto amo. Como sempre é á noite que escrevo. E esta noite deixei o presente relembrando o passado. Relembrei os nossos encontros fugazes, relembrei o teu sorriso amargo escondendo algo que mais tarde descobri. Foram para mim momentos intensos dos quais fiz questão de guardar no meu peito. Recordar-te era afinal tudo ou quase nada. Deve ser amor pensava eu. E o meu pensamente foi desviado para uma foto recente onde o sorriso é mais doce. Num repente não mais do que num repente , senti a tua mão na minha, o sopro dos teus lábios nos meus e os teus cabelos roçarem a minha face. O rio serenou. O tempo paralisou e foi preciso isso para entender como a minha vida estava fora do lugar. Ontem estive sentado no trapiche olhando o rio. O vento soprou de novo e as folhas da orla voaram, as algas enroscavam-se nas tábuas e a tua imagem no meio das ondas sorria para mim. Senti um frio que me arrepiou a nuca. O teu sorriso mais uma vez entrou em mim rasgando-me como um vendaval intocável. Foi uma tarde solitária, única. Cada minuto que passava martelava o meu pensamento, era a lembrança da tua imagem a martelar-me na solidão. Senti na face os pingos da chuva que voltou a cair, enquanto as ondas do rio batiam com sofreguidão no madeiramento do trapiche. Os pingos de chuva escorrendo-me pela face substituíam as lágrimas da saudade. Eram lágrimas de medo de te perder. Eram lágrimas de desespero por te sentir longe?...Ou lágrimas de solidão por estar só. Parece que falta um pedaço de mim. Quero ser feliz e voltar a sonhar. Quero voltar a mergulhar as mãos no rio e de novo encontrar a princesa do rio. Tu
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