O sol começa a deixar nas águas, nesta tarde quente, reflexos que mais parecem
o cintilar prata das perolas da princesa do rio. Apetece-me de novo escrever. Fazer sair neste rio
de águas calmas um rio de palavras que escrevo com lápis da cor da alma.
Olho para lá do horizonte. Lá onde a água se junta ao azul do céu e vagueio
o meu pensamento. Agarro com os olhos a beleza do rio e sonho. Embrenhando-me
na floresta das palavras que correm ao sabor da brisa que subitamente percorreu todo
o navio de lés a lés. Paro a escrita. Deixo o lápis escorregar pela palma da mão e, fixo as
águas. Vislumbro com a ajuda desse céu azul que me apazigua os sentidos várias figuras
no rio. Oiço um cântico de gemidos compassados que vêm subitamente acalmar e
adormecer o medo que paira nos meus sonhos. Caminho agora pelo significado das palavras
do Comandante, e percebo quando ele me dizia para estar atento ao rio. Que beleza...que
encanto...que afago á minha alma. Na minha frente, acompanhando o navio cantando hinos
de louvou ao viajante eles aí...os botos. Com um sorriso do tamanho do rio o Comandante
exalta a minha sorte. Portugues vc vai ter sorte no futuro. Porquê indaguei. Dificilmente
numa primeira vez um passageiro do meu navio avista o boto rosa. Lá estavam eles
saltando no e para o rio. Um deslumbramento. Um espectáculo fantástico e divino.
Voo com eles para um tempo que não conheço. Mas como eles, quero acreditar que no fim
do rio a destino vai marcar o meu tempo.
quarta-feira, 31 de março de 2010
sábado, 27 de março de 2010
Voltou de novo a nuvem passageira. A nuvem dos teus sorrisos...a nuvem dos meus beijos.
Voltou sózinha. Que dor. Pensei que te trazia de volta. Pensei que por ela te apertaria de novo
nos meus braços. Apenas senti que o meu coração, qual pássaro vivo, ficou preso nas tuas mãos,
a latejar teimando viver junto ao teu.
Vou esperar a madrugada. E esperar-te naquele recanto do jardim, onde tantas vezes
as nossas mãos procuraram enlaçadas uma na outra, vislumbrar-mos o caminho que nos
levou tantas e tantas vezes ás estrelas.
Vou esperar-te na madrugada, suspirando por outras madrugadas. Vou sentir o teu cheiro
nas rosas que tantas vezes colhi para ti e, vou deixar que as minhas lágrimas de saudade caiam
junto ás gotas de orvalho que das nossas rosas caiem todas as madrugadas.
Vou sentir as tuas mãos percorrendo o vazio da minha alma, e os teus lábios nos meus á procura
da seiva que alimenta o nosso amor.
Vou estar nesta madrugada atento ao chilrear dos passáros na afã procura de houvir a tua voz e,
quando o nosso rouxinol aparecer, pedirei que te leve nas asas do vento, o doce suspiro da sua
bela e melancólica cantata. Ele deixará no teu regaço os beijos que nesta hora gostaria de depositar nos teus lábios.
Voltou sózinha. Que dor. Pensei que te trazia de volta. Pensei que por ela te apertaria de novo
nos meus braços. Apenas senti que o meu coração, qual pássaro vivo, ficou preso nas tuas mãos,
a latejar teimando viver junto ao teu.
Vou esperar a madrugada. E esperar-te naquele recanto do jardim, onde tantas vezes
as nossas mãos procuraram enlaçadas uma na outra, vislumbrar-mos o caminho que nos
levou tantas e tantas vezes ás estrelas.
Vou esperar-te na madrugada, suspirando por outras madrugadas. Vou sentir o teu cheiro
nas rosas que tantas vezes colhi para ti e, vou deixar que as minhas lágrimas de saudade caiam
junto ás gotas de orvalho que das nossas rosas caiem todas as madrugadas.
Vou sentir as tuas mãos percorrendo o vazio da minha alma, e os teus lábios nos meus á procura
da seiva que alimenta o nosso amor.
Vou estar nesta madrugada atento ao chilrear dos passáros na afã procura de houvir a tua voz e,
quando o nosso rouxinol aparecer, pedirei que te leve nas asas do vento, o doce suspiro da sua
bela e melancólica cantata. Ele deixará no teu regaço os beijos que nesta hora gostaria de depositar nos teus lábios.
segunda-feira, 22 de março de 2010
O Alentejo aqui tão perto I I I
O duche improvisado no convés do Amazom Star despertou-me os sentidos.
O calor tinha subido uns graus, tornando a humidade do ar convidativa ao banho.
O movimento de vai vem dos passageiros aliado ao colorido dos bikinis.....dos shorts...
ou simplesmente dos chapéus garridos da garotada, fazia desta tarde o tiro de
partida para novas sensações. O almoço foi frugal....rápido como se quer num espaço
super ocupado. Todo o mundo subiu depois ao bar....a musica.....o café...e o bronzeamento
das mulheres paraenses era colirio para os olhos menos precavidos.
Três horas da tarde. Os sons estridentes da selva, o manto verde junto á água, o céu azul
abraçando o rio e, o efeito de uma caipirinha convidava ao sono. Não optei por dormir. Respondi antes ao convite do Comandante do navio para conhecer a ponte de comando e alguns dos
segredos deste rio que sempre despertou paixões. De facto a visão daqui é outra. O rio é
mais abrangente...parece nos querer abraçar à medida que o navio sulca as suas aguas
esventrando as suas entranhas. O Comandante e o imediato simpatiquissimos como todos
os brasileiros lá vai explicando o porque dos instrumentos de bordo e os segredos da sua
utilização. O arvoredo continua ao nosso lado indiferente á minha ignorância. Um paraiso
que a natureza continua teimosamente a manter contra ventos e marés da depravação do
homem. O sol vai transformando as águas do rio num mar cintilante de prata e diamante.
Finalmente numa curva mais apertada do rio o segredo mantido pela minha companheira
é desvendado. Como por encanto dezenas de minusculas canoas saem do emaranhado das árvores da selva ao encontro do navio. Espanto. São crianças. A maioria crianças que no
desejo sempre renovado em cada viagem vêm receber um doce....uma balinha...ou um biscoito
que mãos solicitas lhes atiram da amurada. Um perigo digo eu. Um hábito diz o comandante.
Cada hora, cada minuto, cada segundo este rio nos deixa encantados com surpeendentes
revelações. E os meus olhos continuam á procura dos botos.
O calor tinha subido uns graus, tornando a humidade do ar convidativa ao banho.
O movimento de vai vem dos passageiros aliado ao colorido dos bikinis.....dos shorts...
ou simplesmente dos chapéus garridos da garotada, fazia desta tarde o tiro de
partida para novas sensações. O almoço foi frugal....rápido como se quer num espaço
super ocupado. Todo o mundo subiu depois ao bar....a musica.....o café...e o bronzeamento
das mulheres paraenses era colirio para os olhos menos precavidos.
Três horas da tarde. Os sons estridentes da selva, o manto verde junto á água, o céu azul
abraçando o rio e, o efeito de uma caipirinha convidava ao sono. Não optei por dormir. Respondi antes ao convite do Comandante do navio para conhecer a ponte de comando e alguns dos
segredos deste rio que sempre despertou paixões. De facto a visão daqui é outra. O rio é
mais abrangente...parece nos querer abraçar à medida que o navio sulca as suas aguas
esventrando as suas entranhas. O Comandante e o imediato simpatiquissimos como todos
os brasileiros lá vai explicando o porque dos instrumentos de bordo e os segredos da sua
utilização. O arvoredo continua ao nosso lado indiferente á minha ignorância. Um paraiso
que a natureza continua teimosamente a manter contra ventos e marés da depravação do
homem. O sol vai transformando as águas do rio num mar cintilante de prata e diamante.
Finalmente numa curva mais apertada do rio o segredo mantido pela minha companheira
é desvendado. Como por encanto dezenas de minusculas canoas saem do emaranhado das árvores da selva ao encontro do navio. Espanto. São crianças. A maioria crianças que no
desejo sempre renovado em cada viagem vêm receber um doce....uma balinha...ou um biscoito
que mãos solicitas lhes atiram da amurada. Um perigo digo eu. Um hábito diz o comandante.
Cada hora, cada minuto, cada segundo este rio nos deixa encantados com surpeendentes
revelações. E os meus olhos continuam á procura dos botos.
domingo, 21 de março de 2010
Tudo começou com um clikar
Tudo começou com uma mera brincadeira...um clikar. Tu lembras-te.
Um simples clik...a janela abriu e lá estavas tu. Um chat...uma palavra...um despertar.
A vida atropela-se de tal forma, que nos envolveu num turbilhão do qual nunca mais saimos.
E o clikar passou a ser um jogo que nos dominou a vida, a vida não de um personagem
de um filme, mas antes a vida de dois seres que souberam resistir...que souberam esperar...
que souberam amar.
Colocámos a alma...o coração e a vida...unimos o nosso destino. Tudo por um clikar.
O inicío de uma paixão...o começo de um amor...o traçar de um novo destino.
Depois veio o primeiro encontro. A conversa leve e insinuante, a troca de beijos quentes,
as caricías mais ousadas encobertas pela doce brisa da noite. Foi a confirmação.
O nosso caminho estava traçado. Quantos momentos assim depois vivemos?...muitos.
Depois metade de mim foi a partida...a outra metade a saudade. A separação dolorosa.
Depois foi o voltar a acreditar de que quando se ama verdadeiramente nunca se perde.
E esperar pelo reencontro com a própria vida... o reencontro com o próprio momento.
O momento que vai trazer de novo o gosto perdido dos beijos de amor... o calor
dos teus braços inesqueciveis...o eco das tuas palavras...a vida dentro da própria vida.
Falta pouco meu amor. Falta uma mão cheia de dias...uma mão cheia de desejos...
uma mão cheia de olhares. Tenho vontade de te abraçar. E, neste momento, quero
dizer-te que desisti de desistir de te amar. Porque tu és a vida ...tu és o amor.
Um simples clik...a janela abriu e lá estavas tu. Um chat...uma palavra...um despertar.
A vida atropela-se de tal forma, que nos envolveu num turbilhão do qual nunca mais saimos.
E o clikar passou a ser um jogo que nos dominou a vida, a vida não de um personagem
de um filme, mas antes a vida de dois seres que souberam resistir...que souberam esperar...
que souberam amar.
Colocámos a alma...o coração e a vida...unimos o nosso destino. Tudo por um clikar.
O inicío de uma paixão...o começo de um amor...o traçar de um novo destino.
Depois veio o primeiro encontro. A conversa leve e insinuante, a troca de beijos quentes,
as caricías mais ousadas encobertas pela doce brisa da noite. Foi a confirmação.
O nosso caminho estava traçado. Quantos momentos assim depois vivemos?...muitos.
Depois metade de mim foi a partida...a outra metade a saudade. A separação dolorosa.
Depois foi o voltar a acreditar de que quando se ama verdadeiramente nunca se perde.
E esperar pelo reencontro com a própria vida... o reencontro com o próprio momento.
O momento que vai trazer de novo o gosto perdido dos beijos de amor... o calor
dos teus braços inesqueciveis...o eco das tuas palavras...a vida dentro da própria vida.
Falta pouco meu amor. Falta uma mão cheia de dias...uma mão cheia de desejos...
uma mão cheia de olhares. Tenho vontade de te abraçar. E, neste momento, quero
dizer-te que desisti de desistir de te amar. Porque tu és a vida ...tu és o amor.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Eu existo
Pega a minha mão.
Aproxima o teu do meu corpo, deita o teu calor em cima
da minha alma. Vem, aproxima-te, chega-te a mim.
Meu amor o tempo não espera.
Vem... saboreia os meus beijos.
Oferece-me a doçura teu corpo e eu cantarei uma serenata
sob o brilho das estrelas. Vem com as ondas do rio,
eu serei o verde da selva da nossa paixão,
eu serei o luar que do convés do nosso navio...
ilumina o nosso amor.
Pega a minha mão.
E no porto seguro do nosso destino vem refugiar-te
nos meus braços.
Vem meu amor. Sobe á mesma nuven que levou os meus beijos
e vem enxugaras lágrimas ao coração que te adora.
Vou deixar lá escrito,na infinidade dos meus sonhos,
que o tempo nunca mais pare para mim.
Ao cair da noite a lua beija-me a alma...
procurando minorar as saudades.Prometendo-me,
com mil sorrisos que em breve te abraçarei.
E no amanhã do nosso destino, quando tu ouvires o canto
das aves que saiem da selva e observares a graciosidade
da dança dos botos que nas aguas revoltas do rio deixam
mil pirilampos de cristal, lembrar-te-ás que aqui,
onde as mil juras de uma promessa por cumprir...
eu existo.
E, neste silêncio de palavras com sabor a saudade,
liberto-me da prisão dos sentidos e solto as amarras
das plavras que te escrevo para te dizer que te amo.
quinta-feira, 18 de março de 2010
O Alentejo aqui tão perto I I
Já o sol ia alto quando, espreguiçado no leito do camarote, senti a doce brisa que o rio programa todas as manhãs para me acordar. Era um novo dia, uma nova manhã de um percurso que prometia desejos, sabores e odores que só o Amazonas pode propiciar.
Da cabine do piloto, logo ali do meu lado, saiu o silvar de um estridente apito. O navio dava os bons dias á selva....ao rio...e aos passageiros. De braços abertos como que querendo tambem eu abraçar o verde da selva e o azul do rio, respirei fundo para sentir aquela brisa única. O café da manhã era o ritual primeiro. Os rostos da vespera voltavam a alinhar sorrisos, a enfileirar conversas a recordar emoções. Era o despertar para de novo voltar a enlear a alma com os olhos , o coração com os sentidos. Ali de novo ao alcance de um dedo o rio voltava a despertar paixões, a iluminar sonhos e a proporcionar a mim a aventura que tanto sonhara. Sentia ali da amurada o cheiro da verdura, o fresco daquelas aguas revoltas e, até o chilrear dos pássaros que a cada segundo diziam-nos que aquele era o seu território. Tinha sido avisado. Os olhos deveriam estar atentos...os sentidos despertos. Os botos poderiam aparecer de um momento para o outro.
Da cabine do piloto, logo ali do meu lado, saiu o silvar de um estridente apito. O navio dava os bons dias á selva....ao rio...e aos passageiros. De braços abertos como que querendo tambem eu abraçar o verde da selva e o azul do rio, respirei fundo para sentir aquela brisa única. O café da manhã era o ritual primeiro. Os rostos da vespera voltavam a alinhar sorrisos, a enfileirar conversas a recordar emoções. Era o despertar para de novo voltar a enlear a alma com os olhos , o coração com os sentidos. Ali de novo ao alcance de um dedo o rio voltava a despertar paixões, a iluminar sonhos e a proporcionar a mim a aventura que tanto sonhara. Sentia ali da amurada o cheiro da verdura, o fresco daquelas aguas revoltas e, até o chilrear dos pássaros que a cada segundo diziam-nos que aquele era o seu território. Tinha sido avisado. Os olhos deveriam estar atentos...os sentidos despertos. Os botos poderiam aparecer de um momento para o outro.
Procuro-te no vazio da minha alma
Procuro-te no vazio que enche minha alma, no silêncio que grita em meu ouvido, deixando notas de uma canção . Melodia de um doce amor, eternamente marcado pelas palavras e para sempre gravado no ritmo do meu coração.
Procuro-te nos cheiros da Amazónia que me envolvem e que trazem a memória tempos passados e nas cores que pintam minha vida de saudade. Lembranças de sorrisos que ainda hoje ouço no riso das estrelas das nossas noites de amor.
Procuro-te no sol que queima mas que dá vida a vida, trazendo o calor do sentimento num raio de sol que entra pela janela do nosso quarto... Na lua que ilumina a escuridão com suas estrelas e que numa luz terna de seu luar faz deslumbrar as mangueiras junto há nossa varanda, faz dançar as sombras que se transformam em corpos unidos
Na chuva miudinha que cai na praça junto á Igreja de S.Franciso... Neste rio que amo... No sorriso e na lagrima...
Procuro-te fora de mim por estes caminhos que esperam meus passos. Que se escrevem diante de meus olhos com palavras de ternura e de um carinho imenso, mas no qual eu não temo me perder porque te quero reencontrar !
Procuro-te em tudo o que me rodeia, no sonho e na esperança, na realidade e no desejo, no dia e na noite...
Procuro-te por todo o lado e sei que te vou encontrar de braços abertos há minha espera...
Onde estás alma minha que deixa meu coração num compasso descompassado, batendo ao ritmo do tempo que corre, á procura da vida que quero seguir...
Amor meu que prende o sonho no horizonte e espera que o dia se faça noite e noite se faça dia...
Onde estás anjo que com tuas asas de doçura me envolves em cada momento num abraço de ternura?..Vem meu amor...vem para mim porque te amo.
Procuro-te nos cheiros da Amazónia que me envolvem e que trazem a memória tempos passados e nas cores que pintam minha vida de saudade. Lembranças de sorrisos que ainda hoje ouço no riso das estrelas das nossas noites de amor.
Procuro-te no sol que queima mas que dá vida a vida, trazendo o calor do sentimento num raio de sol que entra pela janela do nosso quarto... Na lua que ilumina a escuridão com suas estrelas e que numa luz terna de seu luar faz deslumbrar as mangueiras junto há nossa varanda, faz dançar as sombras que se transformam em corpos unidos
Na chuva miudinha que cai na praça junto á Igreja de S.Franciso... Neste rio que amo... No sorriso e na lagrima...
Procuro-te fora de mim por estes caminhos que esperam meus passos. Que se escrevem diante de meus olhos com palavras de ternura e de um carinho imenso, mas no qual eu não temo me perder porque te quero reencontrar !
Procuro-te em tudo o que me rodeia, no sonho e na esperança, na realidade e no desejo, no dia e na noite...
Procuro-te por todo o lado e sei que te vou encontrar de braços abertos há minha espera...
Onde estás alma minha que deixa meu coração num compasso descompassado, batendo ao ritmo do tempo que corre, á procura da vida que quero seguir...
Amor meu que prende o sonho no horizonte e espera que o dia se faça noite e noite se faça dia...
Onde estás anjo que com tuas asas de doçura me envolves em cada momento num abraço de ternura?..Vem meu amor...vem para mim porque te amo.
quarta-feira, 17 de março de 2010
A partida deixa saudades
Amor chegou a hora de te escrever de novo. Partis-te deixando no meu coração a certeza de que um dia voltarias. Desde esse dia que tentei prender-te com todas as minhas forças desejando que te acabasses por render á esperança de um amanhã sonhado. Na esperança de quem só tem um futuro, de quem nada mais vale sem o teu cheiro, o teu sorriso, a tua nudez, os teus cabelos ....o teu sorriso. Fiquei guardião solitário dos tesouros que me ofereces-te divagando neste tempo de ausência pelas fantasias que a paixão inventava. Tornei-me um sonhador compulsivo porque os sonhos sempre transportaram as palavras que me saiem da alma.
Enquanto não estavas ficaram na memória de um tempo sem tempo o desejo enorme do teu regresso.Deixas-te-me no silêncio de um adeus, com um beijo roubado na voracidade das saudades já sentidas na partida. Sempre percebi nos sinais que me deixas-te...que o caminho de volta sempre seria a realidade do futuro por nós escolhido. Procurei nestes meses redimir-me da pressa de te amar, afungentei de mim as sombras que nos perseguiram, deixando apenas que se infiltrasse no meu sossego a nostagia do teu calor, e no cenário solitário do nosso quarto aprisionei a ilusão de um sonho adiado. E nesta noite, com a pena solta na ventania das palavras que te escrevo, tento tocar suavemente a tua alma de novo. Sei que sabes que te amo. Sei que sabes que te quero aqui do meu lado. Tenho uma lágrima minha presa nos teus olhos meu amor. Deixa-a correr para os teus lábios e sente a paixão que me domina.Queria dizer-te num abraço apertado que te amo deixando correr os meus dedos pelos teus cabelos ...e acordar amanhã já contigo a meu lado. Ta breve sei Néia. Todos os momentos que não tivemos esperam-nos para caminhar-mos de mãos dadas na certeza de que o amanhã é nosso.Meu amor deixa-me dizer-te com carinho que nestes dias a minha alma amadureceu conservando inalterável a nossa linda história de amor.
Enquanto não estavas ficaram na memória de um tempo sem tempo o desejo enorme do teu regresso.Deixas-te-me no silêncio de um adeus, com um beijo roubado na voracidade das saudades já sentidas na partida. Sempre percebi nos sinais que me deixas-te...que o caminho de volta sempre seria a realidade do futuro por nós escolhido. Procurei nestes meses redimir-me da pressa de te amar, afungentei de mim as sombras que nos perseguiram, deixando apenas que se infiltrasse no meu sossego a nostagia do teu calor, e no cenário solitário do nosso quarto aprisionei a ilusão de um sonho adiado. E nesta noite, com a pena solta na ventania das palavras que te escrevo, tento tocar suavemente a tua alma de novo. Sei que sabes que te amo. Sei que sabes que te quero aqui do meu lado. Tenho uma lágrima minha presa nos teus olhos meu amor. Deixa-a correr para os teus lábios e sente a paixão que me domina.Queria dizer-te num abraço apertado que te amo deixando correr os meus dedos pelos teus cabelos ...e acordar amanhã já contigo a meu lado. Ta breve sei Néia. Todos os momentos que não tivemos esperam-nos para caminhar-mos de mãos dadas na certeza de que o amanhã é nosso.Meu amor deixa-me dizer-te com carinho que nestes dias a minha alma amadureceu conservando inalterável a nossa linda história de amor.
O Alentejo aqui tão perto
Eram 15 horas. o Navio apitou tres vezes. Tudo e todos se preparavam para zarpar a caminho do sonho. O suor escorria pelas faces tisnadas dos tripulantes, os gritos das crianças ecoavam pelo convés. Era tempo de cumprir o rio. Á medida que Belem ia ficando para trás, o destino iluminava o novo rumo do barco e da minha vida. Estava cumprida a promessa de cavalgar nas aguas que um dia não muito distante me haviam sussurado que Deus vivia para lá das arvores e, que para lá das arvores existia um novo mundo , uma nova vida.
Percorri a escadaria que do meu camarote me levava ao andar inferior e, a primeira surpresa surprendeu os olhos que de espanto olhavam as imensas redes coloridas quais borboletas esvoançando por todo o espaço. O sono de uns, a alegria pelo regresso de outros, ou ainda a surpresa dos que como eu presenciavam o espectaculo, davam vida ao Amazon Star.
Era tempo de deitar vistas ao arvoredo da floresta, olhar as aguas revoltas do rio e fixar o sol que ao longe dava as boas vindas á noite num espectaculo de sons inimagináveis. O Amazonas preparava-se para adormecer.
Percorri a escadaria que do meu camarote me levava ao andar inferior e, a primeira surpresa surprendeu os olhos que de espanto olhavam as imensas redes coloridas quais borboletas esvoançando por todo o espaço. O sono de uns, a alegria pelo regresso de outros, ou ainda a surpresa dos que como eu presenciavam o espectaculo, davam vida ao Amazon Star.
Era tempo de deitar vistas ao arvoredo da floresta, olhar as aguas revoltas do rio e fixar o sol que ao longe dava as boas vindas á noite num espectaculo de sons inimagináveis. O Amazonas preparava-se para adormecer.
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