Voltou de novo a nuvem passageira. A nuvem dos teus sorrisos...a nuvem dos meus beijos.
Voltou sózinha. Que dor. Pensei que te trazia de volta. Pensei que por ela te apertaria de novo
nos meus braços. Apenas senti que o meu coração, qual pássaro vivo, ficou preso nas tuas mãos,
a latejar teimando viver junto ao teu.
Vou esperar a madrugada. E esperar-te naquele recanto do jardim, onde tantas vezes
as nossas mãos procuraram enlaçadas uma na outra, vislumbrar-mos o caminho que nos
levou tantas e tantas vezes ás estrelas.
Vou esperar-te na madrugada, suspirando por outras madrugadas. Vou sentir o teu cheiro
nas rosas que tantas vezes colhi para ti e, vou deixar que as minhas lágrimas de saudade caiam
junto ás gotas de orvalho que das nossas rosas caiem todas as madrugadas.
Vou sentir as tuas mãos percorrendo o vazio da minha alma, e os teus lábios nos meus á procura
da seiva que alimenta o nosso amor.
Vou estar nesta madrugada atento ao chilrear dos passáros na afã procura de houvir a tua voz e,
quando o nosso rouxinol aparecer, pedirei que te leve nas asas do vento, o doce suspiro da sua
bela e melancólica cantata. Ele deixará no teu regaço os beijos que nesta hora gostaria de depositar nos teus lábios.
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