quarta-feira, 17 de março de 2010

O Alentejo aqui tão perto

Eram 15 horas. o Navio apitou tres vezes. Tudo e todos se preparavam para zarpar a caminho do sonho. O suor escorria pelas faces tisnadas dos tripulantes, os gritos das crianças ecoavam pelo convés. Era tempo de cumprir o rio. Á medida que Belem ia ficando para trás, o destino iluminava o novo rumo do barco e da minha vida. Estava cumprida a promessa de cavalgar nas aguas que um dia não muito distante me haviam sussurado que Deus vivia para lá das arvores e, que para lá das arvores existia um novo mundo , uma nova vida.
Percorri a escadaria que do meu camarote me levava ao andar inferior e, a primeira surpresa surprendeu os olhos que de espanto olhavam as imensas redes coloridas quais borboletas esvoançando por todo o espaço. O sono de uns, a alegria pelo regresso de outros, ou ainda a surpresa dos que como eu presenciavam o espectaculo, davam vida ao Amazon Star.
Era tempo de deitar vistas ao arvoredo da floresta, olhar as aguas revoltas do rio e fixar o sol que ao longe dava as boas vindas á noite num espectaculo de sons inimagináveis. O Amazonas preparava-se para adormecer.

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