terça-feira, 13 de julho de 2010

Amar na Amazónia


De olhos fixos na rua vejo a chuva cair de encontro ás vidraças da janela. Os pingos caiem numa sucessão serena e sincopada cada vez mais fortes cada vez mais intensos...cada vez mais belos. Parecem as baguetas do baterista num ritmo de bossa nova. Para lá do rio, algures entre o Tapajós e o Amazonas o arco iris dá as boas vindas á noite. è uma sensação de tranquilidade que não tem explicação. É inverno na amazónia. A mata revigora-se, e os animais matam a sede, a vida faz-se vida.É tempo do caboclo na sua sabedoria intuitiva que foi cultivada com tempo e sabedoria se recolher interiormente com o Divino e acertar com esta terra prometida a proxima jornada. Faz sentido. A mata funciona para todo o mundo aqui como fonte inspiradora e catalizadora. Esta região provoca alucinações maravilhosas como uma droga de amor que nos leva de asas brancas a sobrevoar todo o imaginário. Cinco séculos depois dos portugueses aqui terem chegado devo estar a reparar nas mesmas árvores, no mesmo rio, na mesma paisagem deslumbrante. Direi até que provavelmente os pingos de chuva são os mesmos.É gatificante ver aqui como as novas gerações sentem o prazer de descobrirem cada momento do revigoramento da natureza.É fácil aqui combinar a natureza com o amor, porque cada passo que damos no musgo verde da floresta é como se ela toca-se no mais íntimo da nossa alma beijando-nos com magia e encanto. A amazónia excita-nos.

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