
É uma coisa bem estranha. Derrepente sentimo-nos em casa a milhares de kilómetros de distância da terra que nos viu narcer. Monte Alegre bem no meio do Pará, nas margens do Gurupatupa é uma ilha encantada. O sol aqui é o do meu Alentejo. O verde das mangueiras junto ao meu apartamento dão um ar poético á minha varanda. E como é fácil comer uma manga bem docinha. Basta estender a mão. Os dias cheios de sol e luz e as noites com luares de prata convidam a prolongadas passeatas. Ver o rio do miradouro da cidade alta e a paisagem que se disfruta é como um banquete de iguarias. O montalegrense é alegre, canta e dança o brega e o carimbó com energia, briga com o vizinho com mestria, seduz com arte, embebeda-se com paixão e ama o rio do fundo do coração. O pôr do sol em Monte Alegre é tão violento e belo como as tempestades. Conversa fiada dirão. Mas sei do que falo. Quando o marasmo do dia a dia me enjoa, subo á cidade alta ou vou namorar as margens do rio. Beber uma cerveja e conversar com o Frei Miguel, um alemão enorme com uma pronúncia bem caracteristica, é a melhor forma de ajudar a passar o tempo nas noites quentes de Outubro. E quando nos recolhemos ouvindo o vento falar com as árvores até que o sono nos obrigue a fechar os olhos depois de contar ao silêncio os segredos do meu dia a dia, sentimos que cumprimos mais uma jornada. Regresso á realidade de outro dia a ouvir os pássaros e a sentir a aragem do rio acariciar-me o rosto. Quando um dia vierem ao Pará não deixem de visitar esta terra tranquila onde num raio de poucos kilómetros hà rio e hà montanha, hà paisagens de cortar a respiração, lugares poéticos para lavar a alma. Monte Alegre é um paraiso. È necessário saber respira-lo para saber ama-lo pra toda a vida.
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