A noite estava nua e fria. E por onde quer que eu andasse não acontecia nada. Não havia pessoas e até as estrelas pareciam estar de folga. A penumbra escondera a própria lua e nem sequer uma brisa empurrava as folhas de outono.Fui andando a esmo, um pouco perdido com o som do silêncio ecoando em minha mente.Eu levara-lhe flores.e, elas agora jaziam tristes numa lixeira qualquer.Restava-me organizar as idéias. Caminhei sem rumo tendo a lua por companheira acabei parando na orla da cidade. Sentei num bar. Havia música e mulheres.No balcão, pedi uma cerveja Ainda não me sentia em condições de conversar com as meninas que estavam sozinhas.O empregado no balcão era dono de um sorriso amarelo e incompleto. Acho até, que no fundo, meio amargurado e, do jeito que eu estava, ser servido por ele me fazia parecer literalmente no fundo do poço. Isso só mudou na segunda pedida, idêntica a primeira. Desta vez Cris, uma menina de lindos cabelos negros e curvas generosas, que estava próxima a mim, notando a indiferença do garçom, entrou balcão a dentro e serviu-me um sorriso juntamente com mais uma cerveja.Meu nome é Cristine, mas todos me chamam de Cris e eu não lembro de ter te visto aqui antes. Proclamou a menina simpática.Raramente eu venho aqui, retorqui.Mas e você veio só beber ou veio buscar prazer também? Retrucou ela com um sorriso maroto e atrevido. Olhei pela janela e reparei na lua nos espiando. Olhei fixamente os olhos da moça e disse-lhe que ficava triste nas noites de lua cheia. Loucuras pensei para comigo. Ela sorriu. Vamos caminhar?, sugeri. Ela concordou e caminhamos sem pressa como se não existi-se amanhã. Reparei finalmente que a natureza tinha sido generosa com ela. Bonita, morena, sensual de longos cabelos negros aos quais o luar dava um brilho madre.perola. Quando ela se adiantou um pouco pude então admirar as curvas de corpo esbelto e bem torneado. Qualquer homem se apaixonaria facilmente naquela noite por ela. O rio corria suave e silencioso a nosso lado. Subitamente começou a chover e sem nos apercebermos corremos ao longo da orla de mãos dadas sob uma chuva intensa. Subitamente senti-me menino correndo debaixo da chuva agarrado á mão daquela desconhecida. Chegamos á porta do hotel e ela convidou-me com um sorriso farto e sem me largar a mão a subir para me enxugar. Acariciei os seus cabelos enquanto ela meigamente me enxugava. Lembro de lhe dar um beijo louco, quente e cheio de volúpia. Já era manhã quando ela se virou e se deixou dominar pelo sono.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
As estrelas estavam de folga
A noite estava nua e fria. E por onde quer que eu andasse não acontecia nada. Não havia pessoas e até as estrelas pareciam estar de folga. A penumbra escondera a própria lua e nem sequer uma brisa empurrava as folhas de outono.Fui andando a esmo, um pouco perdido com o som do silêncio ecoando em minha mente.Eu levara-lhe flores.e, elas agora jaziam tristes numa lixeira qualquer.Restava-me organizar as idéias. Caminhei sem rumo tendo a lua por companheira acabei parando na orla da cidade. Sentei num bar. Havia música e mulheres.No balcão, pedi uma cerveja Ainda não me sentia em condições de conversar com as meninas que estavam sozinhas.O empregado no balcão era dono de um sorriso amarelo e incompleto. Acho até, que no fundo, meio amargurado e, do jeito que eu estava, ser servido por ele me fazia parecer literalmente no fundo do poço. Isso só mudou na segunda pedida, idêntica a primeira. Desta vez Cris, uma menina de lindos cabelos negros e curvas generosas, que estava próxima a mim, notando a indiferença do garçom, entrou balcão a dentro e serviu-me um sorriso juntamente com mais uma cerveja.Meu nome é Cristine, mas todos me chamam de Cris e eu não lembro de ter te visto aqui antes. Proclamou a menina simpática.Raramente eu venho aqui, retorqui.Mas e você veio só beber ou veio buscar prazer também? Retrucou ela com um sorriso maroto e atrevido. Olhei pela janela e reparei na lua nos espiando. Olhei fixamente os olhos da moça e disse-lhe que ficava triste nas noites de lua cheia. Loucuras pensei para comigo. Ela sorriu. Vamos caminhar?, sugeri. Ela concordou e caminhamos sem pressa como se não existi-se amanhã. Reparei finalmente que a natureza tinha sido generosa com ela. Bonita, morena, sensual de longos cabelos negros aos quais o luar dava um brilho madre.perola. Quando ela se adiantou um pouco pude então admirar as curvas de corpo esbelto e bem torneado. Qualquer homem se apaixonaria facilmente naquela noite por ela. O rio corria suave e silencioso a nosso lado. Subitamente começou a chover e sem nos apercebermos corremos ao longo da orla de mãos dadas sob uma chuva intensa. Subitamente senti-me menino correndo debaixo da chuva agarrado á mão daquela desconhecida. Chegamos á porta do hotel e ela convidou-me com um sorriso farto e sem me largar a mão a subir para me enxugar. Acariciei os seus cabelos enquanto ela meigamente me enxugava. Lembro de lhe dar um beijo louco, quente e cheio de volúpia. Já era manhã quando ela se virou e se deixou dominar pelo sono.
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