Tenho consciência de que as letras que caiem nestas páginas, como pingos de chuva na calçada quente, me farão apenas esperar a chuva fina deste inverno de paixões e as promessas de vida que cada gota trará. É ao mergulhar no silêncio, ao escalar palavras e sentimentos, descer ao mais intimo dos sonhos, tocar o céu e imaginar o futuro nas palavras que escrevo que encontrarei o caminho pelas ruas da minha nostalgia. Quando fiz as malas e decidi viajar pelas folhas em branco da estrada da vida, procurei desvendar os mistérios simples que os olhos do meu quotidiano sempre camuflaram. E um dia descobri um rio de vida e a dança do caminhar sobre as suas águas e, logo ali, caíram os primeiros pingos no papel branco explodindo em cores e matizes. Depois a floresta. O cheiro quente da terra molhada, a ligação do céu ao rio fez em cada momento de mim, um transeunte de uma aventura no interminável caminho da vida. Tenho vivido cada um dos dias falando com a natureza, fazendo amigos invisíveis em cada uma das páginas que escrevo e, em cada uma das árvores que acaricio. Depois veio a areia das praias e as princesas do rio. O contato com a natureza, com as suas gentes, os seus usos e os seus costumes viriam a fazer correr as folhas uma a uma, entre a vida e o sonho. E quando os dedos me doem fico olhando o último pedacinho de sol desaparecer no horizonte e este rio de água ardente que a lua começa a pratear. Pouco a pouco vou enchendo as páginas de pingos, de gotas de vida, cumprindo os sonhos e apertando os laços que irão unir o mar que nos separa.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Laços de vida
Tenho consciência de que as letras que caiem nestas páginas, como pingos de chuva na calçada quente, me farão apenas esperar a chuva fina deste inverno de paixões e as promessas de vida que cada gota trará. É ao mergulhar no silêncio, ao escalar palavras e sentimentos, descer ao mais intimo dos sonhos, tocar o céu e imaginar o futuro nas palavras que escrevo que encontrarei o caminho pelas ruas da minha nostalgia. Quando fiz as malas e decidi viajar pelas folhas em branco da estrada da vida, procurei desvendar os mistérios simples que os olhos do meu quotidiano sempre camuflaram. E um dia descobri um rio de vida e a dança do caminhar sobre as suas águas e, logo ali, caíram os primeiros pingos no papel branco explodindo em cores e matizes. Depois a floresta. O cheiro quente da terra molhada, a ligação do céu ao rio fez em cada momento de mim, um transeunte de uma aventura no interminável caminho da vida. Tenho vivido cada um dos dias falando com a natureza, fazendo amigos invisíveis em cada uma das páginas que escrevo e, em cada uma das árvores que acaricio. Depois veio a areia das praias e as princesas do rio. O contato com a natureza, com as suas gentes, os seus usos e os seus costumes viriam a fazer correr as folhas uma a uma, entre a vida e o sonho. E quando os dedos me doem fico olhando o último pedacinho de sol desaparecer no horizonte e este rio de água ardente que a lua começa a pratear. Pouco a pouco vou enchendo as páginas de pingos, de gotas de vida, cumprindo os sonhos e apertando os laços que irão unir o mar que nos separa.
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